Após a divulgação do caso em que o prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), tentou tomar o celular de uma gestante que gravava suas cobranças, a tropa de choque do prefeito entrou em campo para defendê-lo e atacar duramente a gestante. Mas a estratégia não funcionou: acabaram humilhados nas redes sociais pela própria população.
A tropa de choque de Weverson, formada em sua maioria por cargos comissionados da prefeitura, assessores de vereadores da base aliada, alegaram que era cedo para julgar o prefeito e que não seria correto condená-lo de forma precipitada. A postura, contudo, foi confrontada por internautas que lembraram a rapidez com que esses mesmos apoiadores costumam acusar adversários políticos até de crimes hediondos.
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Em seguida, passaram a afirmar que as imagens não mostravam a mão de Weverson tentando tomar o celular. Porém, com a divulgação da gravação em câmera lenta, o argumento caiu por terra. Então, tentaram emplacar uma nova versão: a de que as imagens teriam sido geradas por inteligência artificial. Não colou.
No auge do desespero para blindar o prefeito, começaram a atacar a gestante. Diziam que ela estaria “mal intencionada” ao gravar o vídeo ou que estaria “a serviço da oposição”, já que foi acolhida por políticos adversários. Chegaram a compartilhar vídeos antigos da mulher dançando no TikTok, numa tentativa de descredibilizá-la.
Os ataques escalaram ainda mais: classificaram-na como “louca”, alegando que teria problemas psiquiátricos, e até expuseram o relacionamento conflituoso entre a gestante e a própria mãe, usando isso como munição contra ela.
O resultado, porém, foi desastroso. Nos comentários das publicações sobre o caso, as justificativas propagadas pela tropa de choque do prefeito foram atropeladas por internautas indignados.
Ainda assim, houve quem fizesse uma defesa coerente do prefeito, alegando que sua reação teria sido apenas uma tentativa de impedir a gravação, já que não queria ser filmado de forma invasiva enquanto era cobrado. Esses defensores também ressaltaram que a moradora tinha o direito de cobrar o prefeito e frisaram que, em nenhum momento, teria ocorrido qualquer tipo de agressão.
Relembre o caso
Na última quinta-feira (25), uma gestante de oito meses, moradora de Feu Rosa, aproveitou a presença do prefeito na Praça Central do bairro — onde ele gravava um vídeo sobre a ordem de serviço do binário — para questioná-lo sobre a falta de médicos e dentistas na unidade de saúde local.
Ao perceber que estava sendo filmado, Weverson Meireles tentou tomar o celular da mão da mulher. Após a tentativa, a equipe do prefeito tentou contornar a situação, prometendo atendimento médico imediato. A gestante insistiu que os profissionais já deveriam estar na unidade e afirmou ter se sentido humilhada e atacada diante dos próprios filhos. Ainda no mesmo dia, registrou um boletim de ocorrência contra o prefeito por violência contra a mulher.
Até o momento, nem Weverson nem sua assessoria responderam aos contatos do Serra Noticiário, como também não se manifestaram publicamente sobre o caso.
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