A situação do saneamento básico na Serra, maior cidade do Espírito Santo, acendeu um alerta no setor da construção civil. Empresários vão se reunir com o governador Ricardo Ferraço (MDB) na próxima quinta-feira (16) para cobrar soluções urgentes para os problemas de água e esgoto no município.
A preocupação gira principalmente em torno da dificuldade de licenciamento de novos empreendimentos, que já começa a impactar diretamente o crescimento da cidade.
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Carta aponta obras paradas e risco ao desenvolvimento
Em documento enviado ao Palácio Anchieta, os presidentes do SINDUSCON-ES, Douglas Vaz, e da ADEMI-ES, Alexandre Schubert, destacaram a gravidade do cenário.
Segundo as entidades, 13 empreendimentos estão impedidos de iniciar obras por falta de liberação relacionada aos serviços da CESAN.
“Nos preocupa que com o avanço do desenvolvimento do nosso Estado e com a falta de viabilidade, poderá gerar um entrave nos empreendimentos a serem implantados, resultando em um atraso significativo no desenvolvimento das cidades e no impulsionamento do mercado imobiliário.
Como exemplo concreto da situação, destacamos o município da Serra, onde atualmente 13 empreendimentos estão impedidos de iniciar suas obras por falta de licenciamento relacionado aos serviços da Cesan.
Essa paralisação representa não apenas perdas financeiras para as empresas, mas também a estagnação de investimentos e a não concretização de moradias e geração de emprego e renda para a população”.
Sistema de esgoto está no limite, diz secretário
O problema não é recente. O setor empresarial já vinha alertando para a situação desde o fim do ano passado.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Claudio Denicoli, confirmou o cenário crítico e fez um diagnóstico direto:
“O nosso sistema de saneamento entrou em colapso. Diante do que temos de estrutura de tratamento, hoje, não há mais viabilidade para novos empreendimentos residenciais, por exemplo. A Serra tem rede coletora para 94% de seus usuários, mas não consegue fazer o tratamento”.
Falta de tratamento compromete crescimento da cidade
Apesar da ampla cobertura de coleta de esgoto, o principal gargalo está no tratamento, o que impede a expansão urbana organizada.
Atualmente, o serviço de esgoto na cidade é operado pela Ambiental Serra, concessionária formada por meio de parceria público-privada entre a Aegea Saneamento e a Cesan, firmada em 2015.
No Brasil, a responsabilidade pelos serviços de água e esgoto é dos municípios, o que aumenta a pressão sobre soluções locais.
Reunião com governo pode definir próximos passos
A reunião com o governador Ricardo Ferraço (MDB) deve reunir representantes do setor e autoridades públicas. O prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), também deve participar do encontro.
A expectativa é que o diálogo avance na busca por medidas que destravem investimentos e evitem impactos maiores na economia local.
Setor teme paralisação do crescimento urbano
Com obras paradas e novos projetos ameaçados, o setor da construção civil teme que a situação do saneamento comprometa o desenvolvimento da cidade.
Sem soluções rápidas, o risco é de desaceleração no mercado imobiliário, redução na geração de empregos e atraso na entrega de moradias. O desfecho da reunião pode ser decisivo para o futuro da expansão urbana da Serra.
O Serra Noticiário estará acompanhando a reunião de perto e trará atualizações assim que possível.
