A operação desencadeada na tarde da última segunda-feira (20) pela Polícia Militar (PMES), após o assassinato de Marcos Soares de Oliveira, de 28 anos, e a troca de tiros entre criminosos e policiais, resultou na descoberta de uma casa apontada como base operacional do tráfico de drogas em Lagoa de Jacaraípe, na Serra. Segundo a corporação, o imóvel era utilizado para armazenar armas e drogas, além de servir como ponto estratégico para ataques contra integrantes de uma facção rival.
De acordo com os policiais militares que participaram da ação, as equipes receberam informações do serviço de inteligência de que suspeitos envolvidos no confronto armado registrado na madrugada de segunda-feira (20) estariam escondidos em uma residência na Rua São Vicente, no bairro Lagoa de Jacaraípe.
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Prisões e armas encontradas
Ao chegarem ao endereço, os militares flagraram um homem abrindo o portão para receber um pedido por aplicativo. Ao perceber a presença das viaturas, ele tentou retornar rapidamente para o interior da casa, sendo abordado pelos policiais.
Segundo a PM, o suspeito informou que havia outras pessoas na residência e que o imóvel armazenava diversas armas de fogo. Diante das informações e da suspeita da prática de crimes permanentes, os policiais entraram no imóvel e localizaram outros três homens.
Ainda de acordo com a corporação, três dos quatro indivíduos encontrados na residência já eram conhecidos pelas equipes policiais por suposto envolvimento com o tráfico de drogas na região.
Guerra do tráfico
Segundo os militares, um dos abordados informou que havia armas de fogo, drogas e uma granada no interior da residência. Ainda conforme o suspeito, todo o arsenal seria utilizado em ataques contra rivais e na disputa pelo controle territorial da região.
A Polícia Militar afirma que o imóvel funcionava como uma base operacional do tráfico, utilizada para armazenar armas e drogas, além de dar suporte a ataques contra integrantes de uma facção rival.
Nas buscas, os policiais apreenderam duas pistolas, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre 12, munições, drogas já fracionadas e prontas para venda, material para embalo de entorpecentes e um artefato explosivo improvisado.
Segundo a corporação, a espingarda calibre 12 e o revólver calibre .38 estavam municiados, carregados e em condições de uso. As duas pistolas, por sua vez, foram encontradas desmontadas para manutenção, com as peças organizadas e materiais utilizados na limpeza dos armamentos ao lado.
Detonação da granada
Por causa da presença do explosivo, a Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) foi acionada para realizar a neutralização do artefato.
Após análise, os especialistas identificaram que se tratava de um explosivo improvisado. O material foi destruído no local de forma controlada.
Operação é desdobramento do homicídio
A ação fez parte das investigações iniciadas após o assassinato de Marcos Soares de Oliveira, executado a tiros em Parque das Gaivotas, em Nova Almeida, e do confronto armado ocorrido horas depois entre criminosos e policiais militares.
Durante uma ação inicial, dois suspeitos fugiram após atirarem contra as equipes da PM, enquanto outros dois ocupantes do veículo utilizado na fuga foram presos.
Carro pertence a coronel da Polícia Militar
Entre os dois detidos que estavam no veículo, um deles, Pedro Henrique Alves de Assis, de 19 anos, é filho de um coronel da reserva da Polícia Militar. Durante a ocorrência, ele informou que o automóvel pertencia ao pai. Ambos foram autuados por tentativa de homicídio qualificado contra agente de segurança pública.
Prisões durante as operações
Ao todo, cinco homens foram presos e um adolescente de 17 anos foi apreendido. As investigações seguem para identificar todos os envolvidos tanto no homicídio quanto no ataque contra os policiais militares.
Até o momento, não há confirmação da Polícia Civil (PCES) de que os detidos tenham participação direta no assassinato de Marcos Soares de Oliveira. O homicídio, o confronto armado e a atuação da organização criminosa continuam sendo investigados pela DHPP da Serra.
Sabe de alguma coisa?
A Polícia Civil sempre destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia (181) ou do perfil oficial da Delegacia de Homicídios Serra no Instagram: @DHPP.Serra
“O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas”
Defesa de filho de coronel da PM
Por nota, a defesa de Pedro Henrique Alves de Assis afirmou que o jovem irá passar por uma audiência de custódia. Confira na íntegra:
A defesa de Pedro Henrique Alves de Assis informa que recebeu com serenidade a decisão da autoridade policial de encaminhar a prisão em flagrante para apreciação pelo Poder Judiciário, por meio da audiência de custódia, respeitando o regular trâmite previsto na legislação brasileira.
Desde o primeiro momento, Pedro Henrique colaborou de forma espontânea e transparente com as autoridades policiais, prestando todos os esclarecimentos que lhe foram solicitados, tanto à Polícia Militar quanto à Polícia Civil, mantendo postura de absoluto respeito às instituições e permanecendo à inteira disposição da Justiça.
A defesa reafirma sua plena convicção de que, no decorrer da instrução processual, será demonstrada a inocência de Pedro Henrique, mediante a produção das provas cabíveis e o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa.
Confiamos na atuação técnica e imparcial do Poder Judiciário e acreditamos que a completa elucidação dos fatos permitirá o adequado reconhecimento da verdade, preservando-se as garantias constitucionais e o devido processo legal.
Por respeito às investigações em curso e aos envolvidos, a defesa não se manifestará sobre o mérito dos fatos neste momento, reservando-se a apresentar suas alegações exclusivamente nos autos do processo e perante as autoridades competentes.
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