Na manhã desta terça-feira (20), a Polícia Civil (PCES), por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em apoio à Delegacia de Homicídios de São Paulo, prendeu um casal no bairro Vista da Serra II, na Serra. Os suspeitos são acusados de fraudar certificados de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) para a venda de armas de fogo. As investigações apontam que eles atuavam como um braço da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que tentava se instalar no Espírito Santo.
A Polícia Civil identificou os suspeitos como Homero Vieira de Almeida e Mayra dos Santos Silva. Segundo a investigação, o casal tinha como principais alvos policiais, colecionadores, atiradores esportivos e caçadores registrados (CACs), além de empresas do setor armamentista. Todo o esquema ocorria pela internet, com a aplicação de golpes por meio de sites falsos de venda de armas de fogo e o repasse de dados pessoais das vítimas para integrantes do PCC.
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Prisões na Serra
A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das polícias civis do Espírito Santo e de São Paulo, no bairro Vista da Serra II, na Serra. Durante a ação, foram apreendidos celulares, um notebook e um computador. Durante a ação foram apreendidos celulares, um notebook e um computador. De acordo com a Polícia Civil, Homero já havia sido preso em 2024 por envolvimento com organização criminosa e permaneceu cerca de dez meses detido. Em 2025, ele passou a cumprir medidas cautelares com o uso de tornozeleira eletrônica, mas voltou a cometer crimes ao lado da companheira, que já havia sido denunciada anteriormente pelo Ministério Público.
Como funcionavam os golpes
As investigações apontam que os criminosos criavam sites falsos de venda de armas, onde anunciavam armamentos de marcas conhecidas por valores abaixo do mercado para atrair as vítimas. Após o primeiro contato, os suspeitos solicitavam documentos pessoais e funcionais sob a justificativa de concluir a venda ou regularizar o registro das armas.
No entanto, os armamentos anunciados não existiam. Além de ficarem com o dinheiro pago pelas vítimas, Homero e Mayra repassavam os dados coletados, como documentos pessoais, comprovantes de residência e registros funcionais, para integrantes do PCC em São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, essas informações eram utilizadas para a prática de outros crimes, como fraudes bancárias, obtenção de empréstimos e tentativas de acesso a sistemas restritos, inclusive ligados à área de segurança pública.
Para dar aparência de legitimidade ao esquema, Homero utilizava nomes falsos e criava perfis simulando clientes satisfeitos, incentivando novas vítimas a realizarem compras que jamais seriam entregues.
A Polícia Civil de São Paulo já derrubou o site utilizado na fraude e orienta que possíveis vítimas procurem uma delegacia para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.
Vítimas em diversos estados do país
As autoridades confirmaram vítimas nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A apuração teve início após a denúncia feita por um representante de uma empresa paulista que caiu no golpe. Um terceiro alvo da operação não foi localizado, e a polícia segue investigando a participação de outros envolvidos no esquema criminoso.
