Ainda na esteira do cabo de guerra envolvendo o diretório municipal do partido União Brasil na Serra, conforme já divulgado anteriormente, no dia 19 de julho, a Executiva Nacional do partido interveio e dissolveu o órgão provisório que comandava a legenda na cidade, composta por aliados do atual prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). Entretanto, no dia 29 de julho, eles foram reativados, conforme consta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Início da treta
Os bastidores revelaram que a manobra para retirar a diretoria aliada a Vidigal teria sido provocada por Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa e recém-filiado ao União, que apoia a pré-candidatura de Pablo Muribeca (Republicanos). O objetivo era nomear um novo diretório municipal com aliados de Muribeca.
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Convenção partidária “fantasma”
Mesmo com o diretório municipal desativado, no dia 20 de julho, aliados de Vidigal realizaram a convenção do partido, prestando apoio ao pré-candidato a prefeito do PDT, Weverson Meireles. Na época, o presidente do diretório municipal, coronel Coutinho, afirmou não reconhecer a dissolução do órgão provisório, argumentando que a intervenção nacional foi irregular e não seguiu os procedimentos estatutários necessários, como a notificação oficial ao presidente municipal.
Após o evento, o grupo ligado a Marcelo Santos e Pablo Muribeca (Republicanos) classificou a convenção como uma “convenção fantasma”, já que, no dia 18 de julho, o TSE não reconhecia o diretório do partido na Serra.
Por que foram reativados?
A coluna Chico Prego conversou nos bastidores brevemente com um dos membros reativados. Ele afirmou que a convenção, considerada pela oposição como “fantasma”, tornou-se o primeiro partido coligado com a majoritária do PDT. Ao ser questionado sobre como o diretório foi reativado, revelou que foi por meio de decisão judicial, argumentando que a diretoria foi destituída de forma ilegal, por isso a convenção foi validada.
