Nesta quarta-feira (30), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (DEFA), com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP), divulgou a prisão de Gustavo Peixoto Cordeiro, de 26 anos, acusado de aplicar diversos golpes conhecidos como “estelionato sentimental” ou “estelionato do amor”. A prisão ocorreu no último dia 23 de julho, no estado de São Paulo. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Criminal da Serra.
De acordo com o delegado Fabiano Alves da DEFA, as investigações apontam que o Gustavo fez diversas vítimas no Espírito Santo, utilizando sempre o mesmo método. Ele iniciava um relacionamento amoroso ou de amizade, ganhava a confiança da vítima e, aos poucos, começava a obter vantagens financeiras. O prejuízo total estimado, até o momento, é de R$ 5,7 milhões.
Leia Mais ∎
Fuga para São Paulo
Durante a investigação, a equipe da DEFA descobriu que o suspeito vendia imóveis que pertenciam às vítimas, se apropriava de veículos, aplicava golpes de financiamentos em nome de terceiros e até mesmo vendia imóveis e automóveis que não lhe pertenciam. Quando os crimes vieram à tona, ele fugiu para São Paulo. No momento da prisão, os policiais civis encontraram com ele mais de R$ 1 milhão em cheques de terceiros, além de documentos de uma das vítimas.
Ainda conforme o delegado Fabiano Alves, o Gustavo se apresentava como empresário de sucesso nas redes sociais, com uma vida de ostentação que, na verdade, era mantida com o dinheiro das próprias vítimas.
“Ele usava carros de luxo, jantares caros e viagens como parte da estratégia para conquistar e manipular emocionalmente as vítimas. Mas tudo era bancado com o dinheiro delas”.
Fabiano Alvess
Delegado da DEFA
Vídeo YouTube SN:
Mulheres não eram as únicas vítimas
O criminoso não se limitava a enganar mulheres. Homens também caíram nos golpes, inclusive amigos próximos. De acordo com o delegado, ele chegou a enganar um amigo ao simular a venda de um carro. O veículo, na verdade, era alugado e foi entregue à vítima como se fosse próprio. Além disso, Gustavo teria utilizado o nome desse mesmo amigo para financiar um outro automóvel, sem o consentimento dele.
“Ele dizia que precisava receber um dinheiro ou seguro e pedia o reconhecimento facial da vítima, alegando que a conta dele estava bloqueada. Na verdade, ele usava esse procedimento para financiar bens em nome dos outros”
Fabiano Alvess
Delegado da DEFA
Uma das vítimas chegou a permitir que o estelionatário administrasse sua imobiliária. Durante esse período, ele vendeu imóveis da empresa e ficou com o valor das vendas sem repassar nada aos proprietários.
Denuncie caso seja uma das vítimas
A Polícia Civil já identificou cinco vítimas no Espírito Santo, mas acredita que o número pode ser ainda maior. Com a imagem do investigado divulgada, o delegado orienta que, quem o reconhecer e tiver sido vítima, procure a delegacia mais próxima ou registre um boletim de ocorrência, para que ele responda por todos os crimes.

Alerta: saiba como evitar esse tipo de golpe
Como alerta à população, Fabiano Alves reforça a importância de cautela em novos relacionamentos, principalmente quando há pedidos financeiros precoces.
“Conversar com amigos e familiares é essencial, pois quem está de fora pode perceber sinais de golpe que a própria vítima, envolvida emocionalmente, não enxerga”.
Fabiano Alvess
Delegado da DEFA
