A partir de março, os supermercados do Espírito Santo deixam de funcionar aos domingos, conforme estabelece a nova convenção coletiva firmada entre patrões e empregados. Na Serra, a mudança já começou a provocar dúvidas e reações diferentes entre consumidores, trabalhadores e comerciantes.
Nesta última segunda-feira (23), a reportagem do Serra Noticiário esteve no supermercado Multishow, em Serra Dourada II, para ouvir moradores sobre o tema. Nas entrevistas registradas em vídeo, ficou evidente que a decisão mexe direto com a rotina de quem usa o domingo para resolver a compra do mês ou da semana.
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Entre os argumentos contrários, apareceu o impacto para pessoas que trabalham por escala. A avaliação é de que, para quem passa o fim de semana trabalhando, o domingo costuma ser o dia “possível” para compras e o fechamento pode dificultar a organização do dia a dia.
Outro ponto levantado foi a rotina de quem trabalha até sábado e usa o domingo como único tempo disponível para ir ao mercado. Nesse caso, a crítica é que o consumidor pode acabar concentrando tudo no sábado ou no fim do expediente durante a semana, aumentando filas e lotação nos supermercados.
Do outro lado, parte dos entrevistados defendeu o fechamento como uma forma de garantir descanso e tempo com a família, citando a discussão sobre a escala “6 por 1” e o peso de trabalhar praticamente a semana inteira. A ideia, segundo esse grupo, é que o domingo livre pode significar mais qualidade de vida para quem está no caixa, reposição, limpeza e setores internos.
Também houve quem apontasse que, com mercados funcionando até mais tarde em outros dias, o consumidor ainda teria alternativas para se programar. Já comerciantes de outros segmentos avaliaram que o fluxo de domingo pode migrar para estabelecimentos como padarias, que continuam autorizadas a funcionar.
A mudança passa a valer a partir de 1º de março. A orientação é que os consumidores fiquem atentos aos novos horários e se organizem para evitar transtornos.
No vídeo, os entrevistados explicam ponto a ponto por que são a favor ou contra a mudança — com argumentos sobre escala de trabalho, domingo como único dia livre e impactos na rotina das famílias. Veja o que cada um disse.
