Neste sábado (02), a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra informou que, após a confirmação da morte da segunda vítima do ataque a tiros registrado em Central Carapina, o caso passou a ser investigado como duplo homicídio. A vítima, identificada como Mayckon Gomes Correa, de 31 anos, não resistiu aos ferimentos. No dia do crime, Lázaro Alves de Souza, de 25 anos, já havia morrido após ser atingido por diversos disparos.

O ataque ocorreu na última sexta-feira (01). Além das duas vítimas fatais, uma terceira pessoa também foi baleada e segue sob cuidados médicos.
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De acordo com registros do CIODES e relatos de testemunhas, criminosos a bordo de um veículo Renault branco passaram pela Rua da Vala, também conhecida como Rua Projetada II, atrás da Igreja Assembleia de Deus, por volta das 13h10, e efetuaram diversos disparos contra um grupo de pessoas que estava no local.
Lázaro foi atingido por diversos disparos e morreu ainda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Carapina. Mayckon chegou a ser socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos após ser transferido para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.
No local do crime, a perícia recolheu cápsulas de munição calibre .380.

Dinâmica do crime
Segundo informações apuradas, Lázaro havia saído de casa para conversar com conhecidos quando foi surpreendido pelos atiradores. Testemunhas relataram que os suspeitos passaram atirando sem parar, atingindo as vítimas de forma direta.
As vítimas foram socorridas inicialmente por populares, que as levaram até a UPA de Carapina. Devido à gravidade dos ferimentos, Mayckon e a outra vítima foram transferidos para o HEUE.
Relatos de moradores
Moradores da região, que não quiseram se identificar, procuraram a reportagem do Serra Noticiário e relataram que o crime pode estar ligado à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região. Informações obtidas pela reportagem indicam que o ataque pode ter sido motivado por conflitos entre grupos rivais conhecidos como “Favelinha” e “Valão”.
Ainda segundo os relatos, dias antes do crime, a região já vivia um clima de tensão, com registros de tiroteios e até relatos de toque de recolher.
Investigação e denúncia
O caso é investigado pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Sabe de alguma coisa?
A Polícia Civil sempre destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia (181) ou do perfil oficial da Delegacia de Homicídios Serra no Instagram: @DHPP.Serra
“O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas”
