Nesta quarta-feira (4), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), divulgou o resultado da operação “Serra Sede”, realizada no dia 15 de maio. Durante a ação, foram presos cinco indivíduos por envolvimento em furtos qualificados contra uma instituição financeira (SICOOB) localizada no bairro Serra-sede, no município da Serra. A investigação revelou que a quadrilha atuou nos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 2 milhões.
De acordo com o chefe do DEIC, delegado Gabriel Monteiro, todos os cinco membros da quadrilha eram de fora do Espírito Santo. A organização era estruturada, e cada integrante tinha uma função específica. O grupo atuava, principalmente, desativando o fornecimento de energia elétrica das agências, o que interrompia o sistema de videomonitoramento e dificultava a ação da segurança. O principal alvo eram agências do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (SICOOB).
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Furto de R$ 500 mil em agência da Serra
No dia 14 de fevereiro deste ano, a quadrilha invadiu uma unidade bancária localizada em Serra Sede e furtou cerca de R$ 500 mil.
“O chefe da organização criminosa vinha ao local, planejava a viagem, a hospedagem e monitorava a região por cerca de 12 dias. Depois disso, os outros integrantes, vindos de outros estados, se juntavam a ele.”
Gabriel Monteiro
Chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC)
Operação Serra Sede
A operação que resultou na prisão dos cinco suspeitos foi realizada no dia 15 de maio, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os detidos foram identificados como Ricardo Moreira Gomes (líder do grupo), Paulo Cezar Teotônio da Silva, Leonardo Costa de Souza, Maikon Ferraz Gonçalves e Rondinelli Batista Antônio — todos de fora do Espírito Santo. As prisões ocorreram em ações simultâneas: dois membros foram presos em Mato Grosso, dois em Goiás e um em Minas Gerais.





Vídeo YouTube SN:
Divisão de tarefas
A quadrilha agia com uma divisão clara de funções. Ricardo era responsável pelo planejamento e pela logística das ações. Paulo atuava no arrombamento de portas e cofres, utilizando ferramentas específicas. Leonardo e Maikon invadiam as agências e retiravam o dinheiro. Rondinelli monitorava a movimentação da polícia e da segurança privada. Para dificultar o rastreamento, os criminosos utilizavam carros alugados.
Tentativa de furto em Vila Velha
A Polícia Civil suspeita que o grupo tenha cometido pelo menos sete furtos entre Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, totalizando prejuízos superiores a R$ 2 milhões. Os investigados também são suspeitos de tentativas frustradas em Vila Velha, em fevereiro, quando a energia foi rapidamente restabelecida, impedindo a ação.
Lavagem de dinheiro
As investigações apontam que o dinheiro obtido nos furtos era lavado com a ajuda da mãe do líder da quadrilha. Ela está sendo investigada por ocultação de valores, possivelmente por meio da compra de veículos e uso de contas de terceiros.
A mulher não foi presa, mas teve o celular apreendido e segue sob investigação por lavagem de dinheiro e possível envolvimento no esquema. Os cinco suspeitos irão responder por furto qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil continua cruzando informações com outros estados e não descarta novas prisões.
