Na madrugada deste domingo (10), uma tentativa de latrocínio contra um motorista de aplicativo de 53 anos terminou com três adolescentes apreendidos, em Serra-sede, no município de Serra. A vítima sofreu ferimentos na nuca e no rosto após reagir ao ataque e foi socorrida à UPA da região. Os menores de idade foram rapidamente localizados por uma equipe da Polícia Militar (PMES).
Segundo os militares que participaram da ocorrência, eles foram acionados pelo CIODES após denúncia de que havia um veículo Ford Ka branco estacionado atrás da Igreja Matriz, com as portas abertas, o motorista ferido e uma faca caída no chão.
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No deslocamento para o local, os militares avistaram três jovens correndo por uma via próxima. Ao perceberem a aproximação da viatura, eles mudaram repentinamente de direção e apresentaram visível nervosismo. Os policiais notaram manchas de sangue nas roupas dos suspeitos, o que motivou a abordagem imediata.
Durante a revista, foi constatado que um deles tinha o braço sujo de sangue. Mesmo informados do direito de permanecerem em silêncio, os adolescentes — dois de 15 anos e um de 16 — confessaram de forma espontânea que haviam solicitado o veículo de aplicativo para realizar um assalto.
De acordo com dos menores, ao anunciarem o assalto, a vítima reagiu, momento em que foi golpeada com duas facadas: uma na nuca e outra no rosto. Após o ataque, os agressores fugiram, deixando as armas dentro do carro.
A vítima foi atendida inicialmente por outra equipe da PM e encaminhada para atendimento médico na UPA de Serra-sede. Seu carro foi recolhido para perícia. Com os suspeitos, a PM apreendeu dois celulares e as duas facas utilizadas no crime, ambas entregues pela própria vítima que as recolheu do interior do veículo.
Os adolescentes foram conduzidos à Delegacia de Crimes Contra a Vida (DEACLE), sem apresentar lesões ou queixas de maus-tratos.
Gravidade do caso
De acordo com o Código Penal, o latrocínio — roubo seguido de morte — é um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira. No caso de tentativa, como nesta ocorrência, mesmo não havendo óbito, a lei prevê penas severas para maiores de idade. Por se tratar de menores, o caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude, podendo resultar em internação socioeducativa de até três anos, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
