A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (05), um sujeito de 39 anos durante uma operação de combate ao abuso sexual infantojuvenil no município da Serra. O suspeito, que atua na área de tecnologia da informação (TI), é investigado por armazenar mídias com conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes.
A ação fez parte da Operação Catatonia. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os agentes apreenderam três computadores e um telefone celular. Em um dos dispositivos, os policiais encontraram arquivos contendo material de abuso sexual infantojuvenil, o que levou à prisão em flagrante do suspeito.
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Dark web
Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após o recebimento de informações do Federal Bureau of Investigation (FBI), serviço de inteligência dos Estados Unidos. Os dados apontavam usuários da internet que estariam compartilhando conteúdos ilegais relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes por meio da dark web, uma camada da internet caracterizada pelo alto nível de anonimato.
Após a análise das informações repassadas pelas autoridades norte-americanas, os investigadores identificaram o suspeito e solicitaram o mandado judicial que permitiu a realização da operação no Espírito Santo.
De acordo com a Polícia Federal, o homem poderá responder pelo crime de posse de material de abuso sexual infantil, cuja pena varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. A identidade dele não foi divulgada. As investigações continuam para verificar se houve também o compartilhamento dos arquivos pela internet.
Violência sexual contra crianças e adolescentes
Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” para definir crimes envolvendo imagens ou vídeos de crianças e adolescentes em situações sexuais explícitas — conforme o artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) —, a comunidade internacional tem adotado a expressão “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”. A mudança na nomenclatura busca destacar a gravidade da violência sofrida pelas vítimas.
Alerta aos pais e responsáveis
A Polícia Federal também alertou pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar a rotina digital de crianças e adolescentes. Orientar sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além de monitorar atividades online, são medidas consideradas fundamentais para reduzir riscos.
Segundo a instituição, mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou sigilo excessivo no uso de celulares e computadores, podem indicar situações de risco. A recomendação é manter diálogo aberto com os jovens e ensiná-los a procurar ajuda caso recebam contatos inadequados em ambientes virtuais.
Para a Polícia Federal, a prevenção e a informação continuam sendo as principais ferramentas para proteger crianças e adolescentes e evitar a ocorrência desse tipo de crime.
