Trabalhadores terceirizados da limpeza urbana, incluindo garis, margaridas e coletores, realizaram na última sexta-feira (15), uma paralisação de 24 horas em municípios da região metropolitana e do interior do Espírito Santo.
A mobilização faz parte de um movimento nacional da categoria e busca pressionar o Senado Federal a votar o Projeto de Lei nº 4.146/2020, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025.
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Ruas da Serra amanhecem com lixo acumulado neste sábado
Os resultados dessa paralisação já puderam ser notados na manhã deste sábado (16), nas ruas da Serra. Em diversos pontos do município, calçadas e lixeiras amanheceram com lixo acumulado, após a não coleta, que geralmente ocorre às sextas. A exemplo da imagem de capa, em uma rua do bairro de Nova Carapina I.
Categoria cobra votação urgente no Senado
O principal objetivo da paralisação é acelerar a análise do projeto no plenário do Senado, atualmente presidido por Davi Alcolumbre (União-AP).
A proposta estabelece direitos inéditos para a categoria e busca criar uma regulamentação nacional específica para profissionais da limpeza urbana, setor considerado essencial para saúde pública, preservação ambiental e funcionamento das cidades.
O que prevê o PL 4.146/2020
Entre os principais pontos defendidos pelos trabalhadores estão:
- Piso salarial nacional de R$ 3.036
- Aposentadoria especial após 25 anos de atividade
- Adicional de insalubridade de 40%
- Jornada semanal de 40 horas
- Carga diária equivalente a 6 horas de trabalho
- Vale-alimentação
- Cesta básica
- Plano de saúde
Sindilimpe-ES destaca falta de direitos históricos
No Espírito Santo, o movimento foi organizado com apoio do Sindilimpe-ES, que reforça a necessidade de valorização da categoria.
Segundo o sindicato, apesar da importância da atividade, ainda não existe uma regulamentação nacional que reconheça oficialmente as condições específicas enfrentadas por garis e coletores.
Exposição diária a riscos e ausência de proteção previdenciária
De acordo com representantes sindicais, muitos profissionais enfrentam problemas graves de saúde física e mental ao longo da carreira, mas frequentemente não conseguem aposentadoria especial nem reconhecimento previdenciário proporcional aos riscos da função.
Outro ponto levantado é que, em muitos municípios, o adicional de insalubridade não é incorporado à aposentadoria, sendo pago apenas durante o período de atividade.
Movimento teve alcance nacional
A paralisação desta sexta-feira mobilizou mais de 1,1 milhão de trabalhadores em todo o Brasil, segundo entidades ligadas à categoria.
Entre as denúncias apresentadas está a realidade de profissionais que, em diversos municípios, ainda recebem menos que um salário mínimo, mesmo exercendo funções consideradas essenciais.
Atualização: Prefeitura da Serra anuncia força-tarefa para este domingo (17)
A Prefeitura da Serra informou, por meio de nota oficial publicada às 18 horas deste sábado (16), que realizará neste domingo (17) uma força-tarefa especial de coleta de resíduos nas regiões mais afetadas do município.
De acordo com a administração municipal, o mutirão deste domingo terá como foco principal os bairros onde a coleta estava programada para ocorrer nesta sexta-feira (15). A prefeitura reforçou que o objetivo da força-tarefa é reduzir os transtornos à população e normalizar o serviço o mais rápido possível.
Em comunicado, o município também agradeceu o apoio dos moradores e se posicionou sobre os trabalhadores da categoria:
“A Prefeitura da Serra agradece a compreensão e colaboração da população e reafirma seu respeito, reconhecimento e gratidão aos profissionais da limpeza urbana, categoria essencial para o funcionamento da cidade e para a saúde pública.”
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que possível.
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