A Justiça do Espírito Santo condenou sete pessoas acusadas de participar do assassinato do trabalhador Wilson Couto do Nascimento, de 51 anos, morto a tiros em janeiro de 2020, no bairro Jardim Tropical, na Serra. As penas aplicadas pelo Tribunal do Júri somam mais de 225 anos de prisão.
De acordo com informações da colunista Vilmara Fernandes, o julgamento aconteceu na 3ª Vara Criminal da Serra e terminou na última sexta-feira (22), após dois dias de sessão. Segundo as investigações, o grupo invadiu a residência da vítima durante a madrugada e efetuou diversos disparos na frente da filha de Wilson, que tinha pouco mais de 3 anos na época do crime.
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Crime aconteceu durante disputa entre traficantes
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o assassinato teria ligação com uma disputa pelo controle do tráfico de drogas em uma área conhecida como “Área Verde”, em Jardim Tropical.
Os acusados suspeitavam que Wilson estaria ajudando integrantes de um grupo rival, fornecendo informações ou escondendo criminosos na residência. No entanto, as investigações apontaram que o trabalhador não possuía envolvimento com o tráfico.
Segundo o processo, os envolvidos participaram de uma reunião conhecida como “desembolo”, onde decidiram executar a vítima.
“Agora vamos lá matar o Wilson, pois ele está demais”, teriam dito dois dos acusados, conforme registrado na sentença.
Ainda segundo os autos, o grupo utilizou pistolas, revólveres e até uma metralhadora artesanal para cometer o crime.
Comemoração após assassinato
Imagens anexadas ao processo mostraram os acusados comemorando o assassinato pelas ruas do bairro logo após o crime. Conforme a sentença, os envolvidos apareceram efetuando disparos e gritando “menos um”.
Entre os condenados está Willyani Luciana Claudina Felicino, ex-companheira da vítima e mãe da criança que presenciou o assassinato. Segundo a investigação, ela entrou na residência após os disparos, pegou a filha e deixou o local junto aos demais envolvidos.
Vídeo YouTube SN:
Confira as condenações
- Kaciano Silva Damasceno — 34 anos e 9 meses

- Robson Gomes Realli, conhecido como “Grampola” — 34 anos e 9 meses

- Rodrigo Soares Ferreira, o “Kill” — 35 anos e 3 meses

- Brendo Nascimento Correa, conhecido como “Brendinho” — 34 anos e 9 meses

- Marcos Vinicius de Almeida Garcia Sepulcro, chamado de “Vinicius Gordinho” — 33 anos e 2 meses

- Jadson Correia Ferreira, o “Tesouro” — 34 anos e 1 mês

- Willyani Luciana Claudina Felicino, conhecida como “Lulu” — 21 anos e 2 meses

Uma oitava acusada, identificada como Sheila Silva Damasceno, conseguiu uma decisão liminar que adiou temporariamente o julgamento.
Defesas anunciaram recursos
Advogados de parte dos condenados informaram que irão recorrer da decisão judicial. A defesa de Brendo Nascimento Correa afirmou que não existem provas suficientes que comprovem a participação dele no assassinato.
Já o advogado responsável pelas defesas de Kaciano, Robson e Jadson informou que também apresentou recurso contra as condenações.
Prisões aconteceram durante 2020
A Polícia Civil (PCES) realizou operações ao longo de 2020 para localizar os envolvidos no caso. Segundo o processo, o último suspeito foi preso em outubro daquele ano, mesmo durante o período da pandemia de Covid-19.
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