As denúncias envolvendo a Secretaria de Comunicação de Governo do Estado do Espírito Santo (SECOM-ES) seguem sob apuração da Secretaria de Controle e Transparência (Secont) e do Ministério Público Estadual (MPES). A pasta, comandada pela secretária Flávia Mignone, tem sido alvo de uma série de acusações, incluindo improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e supostos investimentos em sites de notícias fictícios, conforme vem sendo revelado por veículos de imprensa capixabas.
Também foram feitas denúncias sobre o uso de sites financiados com verba publicitária do governo do Espírito Santo para atacar desafetos políticos, incluindo tanto opositores quanto aliados e membros da atual gestão estadual.
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Denúncia na Comissão ES Sem Corrupção
Conforme noticiado no dia 16 de maio pelo portal ES Hoje, a Secretaria de Controle e Transparência acolheu diversas denúncias relacionadas à atuação da SECOM-ES. As acusações foram apresentadas pelo deputado estadual Wellington Callegari (PL).
De acordo com o parlamentar, a pasta teria cometido irregularidades na aplicação de verbas publicitárias desde o ano de 2019. Entre os principais pontos levantados estão indícios de criação de veículos de comunicação fictícios e o uso de contratos superfaturados com empresas de mídia. As denúncias devem ser analisadas pela Comissão ES Sem Corrupção. Procurada, a SECOM não se manifestou sobre as acusações.
Denúncia no Ministério Público
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo também recebeu denúncias contra a secretária Flávia Mignone por supostas irregularidades à frente da SECOM-ES. A informação foi divulgada pelo portal Folha do ES, no dia 3 deste mês.
Segundo a publicação, a promotoria responsável teria iniciado o processo de investigação para apurar os indícios de improbidade administrativa, desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e uso de sites para ataques direcionados a agentes públicos, inclusive integrantes do próprio governo estadual.
Na consulta ao andamento da denúncia junto ao MP, consta que, na última terça-feira (17), houve a emissão de um despacho prorrogando o prazo da investigação.
O Serra Noticiário segue acompanhando o caso.
