Na última quinta-feira (21), a presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAAES), Kelly Andrade, denunciou ser alvo de uma campanha com informações falsas, veiculadas em publicações que estavam em sites de notícias e redes sociais.
De acordo com informações apuradas pelo Blog do Elimar Côrtes, Kelly conseguiu retirar do ar uma reportagem do Portal Capixaba por meio de ação extrajudicial. O título da matéria era “Colégio de Presidentes de Subseções da OAB pede apuração de conduta ética da presidente da CAAES”. Outros portais também reproduziram o mesmo conteúdo.
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Reportagem tratava de suposto conflito durante vacinação
A publicação questionada abordava um suposto desentendimento envolvendo Kelly Andrade e a presidente da Subseção da OAB de Viana, Otonina Silva Dias, durante uma campanha de vacinação promovida pela CAAES.
Na notificação enviada ao portal, Kelly afirmou que a reportagem continha “informações inverídicas” e teria sido publicada sem ouvir uma das partes envolvidas.
A defesa também citou ausência de contraditório e de apuração jornalística mínima. O documento ainda solicitou direito de resposta, retirada do conteúdo e correção das informações publicadas.

Compartilhamento ampliou circulação da notícia
Segundo a publicação do Blog do Elimar Côrteses, mesmo após a remoção do ar, o caso ganhou novos desdobramentos. Isso porque, a presidente da OAB-ES, Érica Neves, teria supostamente compartilhado o link da publicação em uma página no Instagram chamada “Fala Advocacia”.
A página reúne mais de 1.400 membros, a maioria advogados e advogadas. O compartilhamento ampliou a circulação de um conteúdo que mais tarde foi contestado e removido. A atitude gerou clima de constrangimento entre a advocacia capixaba.
Defesa alega fake news e crimes contra a honra
Assim, a defesa de Kelly sustentou que a reportagem ultrapassou os limites da liberdade de imprensa. A publicação poderia configurar disseminação de fake news e crimes contra a honra.
Pouco tempo após a notificação, o link saiu do ar. A defesa de Kelly interpretou a remoção como um reconhecimento da fragilidade do conteúdo original.
Presidente da CAAES classifica matéria como apócrifa
Na manifestação oficial anexada ao pedido de resposta, Kelly Andrade afirmou ter recebido a publicação “com surpresa”. Ela classificou o texto como “matéria apócrifa (notícia que não possui autoria declarada), carregada de adjetivações, juízos de valor e sem a garantia do contraditório”.
O documento ainda destacou que a CAAES realizou diversas ações institucionais em subseções do Estado ao longo do último ano. Segundo o texto, não houve qualquer tipo de intercorrência ou conflito institucional registrado nessas ocasiões.
O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e trará atualizações assim que possível.
