No último sábado (17), o Serra Noticiário trouxe o caso de Camila Lopes, a mãe que realizou seu parto no Hospital Materno Infantil da Serra (HMIS), em Colina de Laranjeiras, no dia 12 de maio, e sua bebê acabou tendo a perna quebrada durante os procedimentos do parto. Após a publicação e a repercussão do caso, Camila trouxe novas revelações que contradizem às versões dadas pela Secretaria de Saúde da Serra (SESA).
A Prefeitura Municipal da Serra (PMS) até o momento, não respondeu às demandas do Serra Noticiário sobre o caso, atendendo apenas a outros veículos de comunicação. Isso levanta questionamentos sobre o nível de transparência e acesso à informação da atual gestão do município.
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Secretaria de Saúde se pronunciou sobre o caso
Na ocasião da publicação da matéria, a Secretaria de Saúde da Serra não repsondeu aos questionamentos do Serra Noticiário, mas emitiu uma nota oficial para outros veículos de imprensa, dentre eles o Folha Vitória.
Assim, segundo a Secretaria, o parto foi classificado como de “dificuldade extrema”, exigindo intervenção médica imediata. A nota afirma que, após a constatação da fratura, um ortopedista pediátrico foi acionado para iniciar o tratamento logo após o nascimento.
“Após o parto foi constatado que a criança havia tido uma fratura e imediatamente foi feito atendimento pelo médico ortopedista pediátrico e iniciado tratamento logo após seu nascimento. Mãe e bebê já receberam alta e o retorno com o especialista já está programado.“
Secretaria de Saúde em nota enviada ao jornal Folha Vitória
Bebê teria ficado 14 horas com a perna quebrada sem atendimento
Apesar das declarações oficiais, a mãe da bebê, Camila Lopes, contesta diretamente a narrativa apresentada pelo hospital e pela Secretaria de Saúde da Serra. Segundo Camila, a filha ficou mais de 14 horas com a perna fraturada sem atendimento adequado. O raio-x só foi realizado após o marido relatar que testemunhou o momento em que a equipe médica realizou uma tração excessiva na perna da criança durante o parto, causando a fratura.
Ou seja, a mãe rebate completamente a afirmação de que sua bebê recebeu o atendimento ortopédico necessário logo após o parto, quando ficou constatada a fratura na perna da recém-nascida.
Inclusive, a mãe enviou prints que confirmam sua versão. Segundo ela, sua filha nasceu na segunda-feira (12), por volta de 9h42. Em seguida, somente às 1h da madrugada de terça-feira (13), foi quando seu marido lhe enviou uma foto mostrando a perna da bebê enfaixada.

Mãe reclama de falta de suporte por parte do Hospital Materno Infantil
Além disso, Camila denuncia que não recebeu qualquer tipo de acolhimento psicológico ou institucional após o ocorrido. Ela também afirma que os custos relacionados ao tratamento pós-alta — incluindo consultas com ortopedistas, medicamentos e despesas adicionais — estão sendo cobertos exclusivamente pela família.
Inclusive, Camila deu o exemplo de uma despesa com carro de aplicativo no valor de 80 reais para poder levar a bebê para trocar a tala de imobilização da perna. Além disso, ela afirma que recebeu suporte apenas por parte do Deputado Estadual Pablo Muribeca (Republicanos), que foi o primeiro a divulgar o caso de Camila em suas redes sociais.
Reportagem entrou em contato com a Prefeitura da Serra
Diante das discrepâncias entre as versões, nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura da Serra na última segunda-feira (19), onde questionamos como o hospital justifica o período de mais de 14 horas sem atendimento adequado para a fratura da recém-nascida? Se Secretaria de Saúde confirma as alegações da mãe sobre a ausência de suporte institucional e financeiro após a alta?
No entanto, até o momento desta publicação, nossa reportagem não obteve respostas. O Serra Noticiário continua acompanhando o caso de perto e fica no aguardo de alguma resposta por parte da Prefeitura da Serra para atualizar essa matéria assim que possível.
